| O termo VATICANO procede do latim "Vaticanium" que quer dizer "ORÁCULO". VATICANO foi o mitológico nome de uma "divindade" da Roma Imperial. Os adivinhos sacerdotes deste "deus dos oráculos" instalaram-se num campo próximo da Antiga Roma, e ali prognosticavam. Em nome do deus VATICANO, tais sacerdotes proferiam os seus "oráculos infalíveis". VATICANO, era portanto, "o deus infalível". Do substantivo VATICINIUM, decorre o verbo latino VATICINARE ( Vaticinar, predizer, augurar), e lhe são correlatas as palavras VATICINAIS, VATICINATOR (VATICINANTE, VATICINADOR). Vaticinio é prognóstico. A magia deste deus VATICANO era exercida dentro do contexto do babilonismo oriundo da Antiga Caldéia, sede de Tammuz (o Pai de todos os deuses antigos e de todas as magias), para a Península Itálica. O ESTADO TERRITORIAL DO VATICANO Estado do Vaticano teve origem com o papa Estevão II, entre os anos 741 e 752. Este papa intimou Pepino, o Breve, filho do conquistador Carlos Magno, a conquistar pela espada, territórios da Itália e doá-los a Igreja. O próprio Carlos Magno confirmou esta doação em 774 e elevou o catolicismo romano à posição de potência na Europa. Nascia assim, o chamado "Santo Império Romano", sob o completo controle dos Papas, cuja duração estender-se-ia por MIL E CEM ANOS. Durante todo este período, incontáveis milhões de seres humanos terminariam perecendo pela Inquisição, pelas cruzadas, e pelas intrigas imperialistas dos Papas. Carlos Magno, já velho, arrependido por ter feito tais doações, lastimava-se em seu leito de morte: "Como irei me justificar diante de Deus pelas guerras que irão devastar a Itália, pois os papas são ambiciosos. Devo merecer um severo castigo!". O Papa Nicolau I, entre os anos 858 e 867 foi o primeiro pontífice a usar Coroa de Rei. Afirmou ele ter em seu poder, documentos das igrejas do século I e II, guardados por séculos, nos quais o poder temporal era exaltado. Tais documentos antecipavam em cinco séculos, o poder temporal dos bispos de Roma, e receberam o nome de "Pseudas Decretais de Isidoro", os quais serviram de base para as leis canônicas da Igreja Católica. Após a morte de Nicolau I, foi descoberta a falsidade dos tais manuscritos. O papa Gregório VII, 1073-1085, se utilizou do mesmo embuste para decretar o direito exclusivo de governar a Igreja. No Ano 1304 o rei Felipe IV da França, devido aos ataques e perseguições infligidos pelos papas ao seu país, além das alta taxas de impostos cobrados dos franceses, mandou um emissário prender o papa em Roma. Este, foi conduzido para Avinhão - França - sendo ali confinado. Por isso o catolicismo teve dois papas durante 70 anos; um em Avinhão e o outro em Roma. Ambos considerados infalíveis, disputavam entre si o governo da igreja. O resultado de tudo isso, foi a divisão da Cristandade em duas facções rivais. Os papas amaldiçoando-se mutuamente, evocavam São Pedro; recrutando soldados, derramaram muito sangue na Europa. O episódio denominado de: "A guerra dos Papas", resultou da ganância pelo controle do poder temporal. Para tal fim, tudo era válido na lógica dos pontífices. Em 1410 impostos foram cobrados dos prostíbulos e centralizados no orçamento da igreja. No século XV a Igreja do Salvador foi demolida no Vaticano, sendo construída em seu lugar a Basílica de São Pedro, ainda hoje imponente e famosa, pela rica arquitetura e suas obras de arte. Tendo os papas se envolvido em sangrentas guerras, tal envolvimento resultou na prisão do papa Pio VII, por ordem de Napoleão Bonaparte em 1798. Setenta e dois anos depois deste episódio, o Papa Pio IX governava Roma com 10 mil soldados franceses. A França retirou suas tropas, e Victor Emanuelli invadiu Roma, libertando-a definitivamente das mãos dos papas, colocando-os em submissão ao governo da Itália. O papado perdeu as suas terras, o que foi um humilhante golpe ao seu orgulho. Finalmente em 1929, um tratado foi assinado em Latrão, (como resultado de uma aliança política) pelo ditador Benedito Mussolini e o Papa Pio XI, no qual legalizou-se em definitivo o Estado do Vaticano, até hoje controlado pela denominada "Cúria Romana" composta de 18 cardeais italianos. No momento, o Vaticano é detentor de um pequeno exército, denominado Guarda Suiça; tem o controle de 2 bancos: Banco di Roma e Banco di Santo Espírito; possui um imenso patrimônio imobiliário ao redor do mundo; possui enormes quantidades de terras (inclusive no Brasil) sendo a corte mais suntuosa da Europa. Sua recente história vem sendo marcada por escândalos de toda ordem. A corrupção que envolve o Vaticano nestes últimos pontificados, vem desde fraudes financeiras, até crimes de morte. A loja Maçônica P-2, da qual fazia parte o banqueiro Umberto Ortolano, - camareiro do papa, João Paulo II e embaixador da Ordem de Malta - foi o início de uma série de escândalos que estarreceram o mundo. A quebra do Banco Ambrosiano cujo dirigente, o banqueiro Roberto Calvi apareceu morto de forma misteriosa em Londres, em junho de 1982, comprometeu seriamente o monsenhor Paul Marcinkus, considerado "braço direito" de João Paulo II. Em fevereiro de 1983, acusações de fraudes no valor de 400 bilhões de liras, foram feitas contra o Vaticano pelo governo da Itália, envolvendo mais uma vez Paul Marcinkus. Durante os anos 80 o governo italiano exigiu em vão a cabeça de Marcinkus, e não poupou acusações ao mesmo, a maioria ligados com questões financeiras, em prejuízo da Itália. A morte misteriosa de Albino Luciani (o João Paulo I) com apenas 33 dias de pontificado, fizeram as autoridades italianas suspeitarem de assassinato. Seu cadáver - solicitado para autópsia - não foi liberado pelas autoridades da Igreja. Mais tarde, o livro intitulado "Em nome de Deus" editado na Itália, - largamente vendido no mundo inteiro- , sustentava que João Paulo I havia sido assassinado com uma injeção de veneno, por ter manifestado o desejo de realizar uma "Limpeza Administrativa" no alto escalão do clero. O livro revela ainda outros delitos, praticados pela chamada "Máfia da Igreja". O CATOLICISMO ROMANO despontou como poder mundial no sexto século, atingiu o seu ápice nos séculos XI e XII, passando ao declínio daí pra cá. O genial poeta italiano Francesco Petrarca, humanista do Século XIV, descreveu em 1304 o Vaticano como: "Babilônia Infernal que impesta o mundo inteiro ... Cárcere indecente onde nada é sagrado. Habitação de gente de peitos de ferro, ânimo de pedra e vísceras de fogo". (Epístola de Petrarca, cap. XII) Dante, na sua magistral "Divina Comédia" supôs ouvir do Céu uma voz lamentando o decadente estado de Roma, assim: "Oh! Nave minha, que carga ruim tu levas!". |
TRANSCRITO
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