VÍDEOS VIMEO


Segunda-feira, Outubro 05, 2009

EGOÍSMO E EDUCAÇÃO



                            Como bom calvinista que sou, não acredito em livre arbítrio, pois não somos 100% livres para escolher entre o bem e o mal, sendo que o mal nos é nato e o bem tem de ser aprendido e exercitado - A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe. (Pv 29:15) Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma. (Pr 29:17) Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. (Pv 22.6). Chamamos a “liberdade” de escolha que temos de livre agência em distinção de livre arbítrio, querendo dizer com isso que podemos fazer escolhas diárias, mas essas escolhas não são totalmente livres visto nossa inclinação para o mal – Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; (Gn 6.5) – “...se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mt 7:11) – “todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.” (Rm 3:12).
                            A verdade é que tendemos ao pecado, por isso a juventude atual está totalmente perdida e plantando um futuro tenebroso para si mesmos. A cada geração que passa a preguiça aumenta, a capacidade de assumir a responsabilidade de sua própria existência são mais distantes. Nossos jovens são irresponsáveis, mais infantis que o normal, dependentes, incapacitados para o mercado de trabalho, totalmente despreparados para o casamento e suas responsabilidades diárias com o básico para suas vidas. As garotas não sabem fazer nada, não arrumam a casa direito, nem ao menos se lembram que limpar uma casa não é tão somente varrê-la e passar pano molhado no chão, não são higiênicas, não sabem cozinhar, não sabem lavar e passar roupas, não sabem como cuidar de uma criança e por aí vai. O pior nisso tudo é que não sabem e nem querem aprender. No popular, não estão nem aí. Por outro lado os garotos não se preparam direito para o mercado de trabalho, não estudam direito, não se preparam e por falta de capacitação ficam desempregados por longo tempo e quando conseguem um emprego é algo que não irá lhes proporcionar um rendimento mensal digno. Com isso sua insatisfação aumentará e ao invés de se auto-analisarem e se mexerem para conseguir melhor capacitação, ficam lamentando “a falta de sorte”. Saibam que murmuração e revolta não resolve problemas, mas atitudes. Não se façam de mortos, mas mexam-se, preparem-se para as vidas domésticas e profissionais, só assim sofrerão menos.
                            Acima eu citei Provérbios 22.6 Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele, este versículo sempre é usado para mostrar que ao ensinarmos o caminho cristão aos nossos filhos eles se converterão e nunca mais abandonarão a fé, mas no contexto do assunto que estou tratando ele poderia ser interpretado como: ensina o teu filho no caminho cristão, ajude-o a praticar o bem, a amar a Deus e ao próximo e a cuidar de si mesmo e dos outros. Ajude-o em seus estudos e a achar uma profissão, treine seus filhos para a vida diária em casa e no trabalho. Treine suas filhas para serem boas mães, saberem tudo o que é necessário para o cotidiano de uma casa. Cozinhar, lavar, passar, arrumar a casa e também para o mercado de trabalho. Ensine-os normas de higiene, ensine-os a disciplina de horários e a importância da estrutura familiar, da meditação diária na Palavra, nas orações e nas ações de graças.
                            Este panorama me assusta, pois os pais não são eternos e temo pensar o que será de nossos filhos e netos, pois a ausência de limites aumenta a cada dia. Impor limites é necessário, pois o ser humano fica inseguro na falta deles.
                            Como deixo transparecer nós pais somos tão culpados quanto nossos filhos por este panorama tenebroso que enfraquece a sociedade atual. A estrutura familiar para o desenvolvimento saudável de nossos filhos é obrigação nossa e, portanto a responsabilidade desse desleixo não é somente culpa de nossos filhos.
                            Hoje temos leis que proíbem usarmos a vara como é ensinado na Palavra A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe. (Pv 29:15). Talvez por esta desculpa tenhamos negligenciado a educação deles, mas a Palavra afirma: ...Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” (At 5.29), assim sendo não vamos nos deixar influenciar por leis humanas, mas seguir as leis divinas na educação e preparação de nossos filhos e se for necessário vamos sim usar a vara. Não para descarregarmos nossas frustrações numa criança, mas para o seu bem disciplinar em amor. Creio realmente que a frouxidão educacional proporcionou o pano de fundo para este cenário onde ninguém quer nada com nada. Os direitos foram exaltados e os deveres esquecidos, sendo que todo direito trás consigo um dever correspondente.
                            A super-proteção é tão ruim quanto o desleixo e a educação é lenta, gradual, demorada e trabalhosa, quem não quer pagar o preço e educar corretamente seus filhos, não deve tê-los.
                            Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, (2 Tm 3.1-4) – “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,  insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.” (Rm 1.28-31).
                            Gostaria de destacar aqui o termo grego astorgos -  que em Romanos 1 está traduzido por sem afeição natural e em 2 Timóteo 3 por desafeiçoados, o que nos leva a questionar nossos dias de parricidas, matricidas e filicidas. Não seriam estes dias que vivemos justamente os tempos difíceis a que Paulo se refere na Palavra de Deus? Onde a afeição natural entre pais e filhos e filhos e pais está meio esquecida?
                            Vejamos os ingredientes para as colheitas das irresponsabilidades atuais:
                            1º) egoístas,
                            2º) avarentos,
                            3º) jactanciosos,
                            4º) arrogantes,
                            5º) blasfemadores,
                            6º) desobedientes aos pais,
                            7º) ingratos,
                            8º) irreverentes,
                            9º) desafeiçoados, sem afeição natural,
                            10º) implacáveis,
                            11º) caluniadores,
                            12º) sem domínio de si,
                            13º) cruéis,
                            14º) inimigos do bem,
                            15º) traidores,
                            16º) atrevidos,
                            17º) enfatuados,
                            18º) mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,
                            19º) cheios de toda injustiça,
                            20º) cheios de malícia,
                            21º) cheios de avareza,
                            22º) cheios de maldade;
                            23º) possuídos de inveja,
                            24º) possuídos de homicídio,
                            25º) possuídos de contenda,
                            26º) possuídos de dolo
                            27º) possuídos de malignidade;
                            28º) difamadores,
                            29º) caluniadores,
                            30º) aborrecidos de Deus,
                            31º) insolentes,
                            32º) soberbos,
                            33º) presunçosos,
                            34º) inventores de males,
                            35º) desobedientes aos pais, 
                            36º) insensatos,
                            37º) pérfidos,
                            38º) sem misericórdia.
                            É bom destacar que estes ingredientes de pecados e perversidades farão ou já fazem parte dos Homens, isto inclui tanto homens quanto mulheres, tanto adultos quanto crianças, tanto jovens como idosos, visto que a palavra grega é  - anthropos que significa todos os indivíduos humanos e não andros -  que significa macho e nem aner -  que significa homem, marido, noivo.
                            Observamos que apesar da profecia estar se cumprindo na história, ficamos tão assustados e admirados dos fatos atuais que até parecemos ignorar o que a Palavra nos ensinou a respeito de nossos dias.
                            Penso ser esta “amnésia” bíblica uma maneira de não entrarmos em pânico, pois a realidade que estamos vivendo é de apavorar a qualquer um. Vivemos dias terríveis com perspectivas de piora até que venha a parusia ou a volta gloriosa do Senhor Jesus Cristo e com Ele o estabelecimento do milênio onde “O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco.” (Is 11.6-8) - E depois do Juízo Final “...esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.” (2 Pe 3.13).
                            Enquanto o milênio e os Novos Céus e a Nova Terra não chegam, perseveremos em fazer o bem, e principalmente aos de nossa própria família, pois ...se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente.” (1 Tm 5:8) – “Mas, se alguma viúva tem filhos ou netos, que estes aprendam primeiro a exercer piedade para com a própria casa e a recompensar a seus progenitores; pois isto é aceitável diante de Deus.” (1 Tm 5:4).

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