por Ednelson Coelho
Quanto menos teologizados são as pessoas, mais facilmente discernirão
as verdades de Jesus. (Ednelson Coelho)
Hoje é o dia da Reforma! Reforma? Que Reforma? A que começou com um
homem pregando 95 teses na porta de um castelo? Sim, para os
“protestantes” hoje é um dia de comemoração, alegria, cumprimentos,
festa. Festa. Festejar o que? Comemorar o que? Porque Lutero
“descobriu” que a salvação é pela fé? Não Foi o Senhor que instituiu
isso? Então porque se alegrar em Lutero? Mas Jesus não usou Lutero
para disseminar tal Verdade? Claro! Lutero foi um homem escolhido de
Deus para semear tal Verdade, mas... e hoje? Como está a “reforma”?
Como andam as “igrejas protestantes”, “paridas” por Lutero? Mortas!
Absolutamente falidas! Todas, sem exceção, todas as instituições
protestantes estão contaminadas com doutrinas, regras, dogmas,
preceitos e teologias inventadas pelos homens. Jesus está dizendo a
elas: “Eu sei das tuas obras, que tens nome de que vives e estás
morta”(Ap 3:2). Nenhuma escapa da “prostituição espiritual” que as
corrompem como câncer, deixando-as de ver, seguir, discernir,
analisar, compreender e imitar o Cabeça da verdadeira Igreja, Jesus.
Suas lideranças estão vendidas em acordos políticos. Seus “sinédrios”
julgam correto matar, roubar, mentir, fingir, acobertar, extorquir,
falsificar, sonegar, evadir, manipular e acorrentar para manter a
“Reforma” viva ante seus seguidores. Seus “sumos sacerdotes” se
perpetuam no poder. Seus escribas e fariseus se digladiam em embates
teológicos infindáveis, cada um defendendo suas “crendices” acerca de
Alguém “inteologizável”. Entre eles há uma enorme “discordância
teológica”, mas quando é para matar alguns que querem apenas seguir a
pureza e simplicidade do Evangelho, se “unem”, maquinam e traçam
planos para destruí-los. Foi assim com Jesus e será assim com quem
quer viver somente olhando para Ele.
Em nome da “Reforma” jogaram o “defunto” na mesa do “necrotério
teológico”, o qual os “doutores da Lei” chamaram de “Jesus” e
começaram a exumação. Escancararam suas “vísceras”, analisaram seu
“crânio”, abriram seu “coração”, jogaram fora a Graça, pois, segundo
eles, para nada servi e, depois de alguns anos nasceu a “Teologia
Protestante”, a fim de se “contrapor” ao dogmatismo católico;
“regralizar” Aquele que não segui as regras desta sociedade podre e
corrompida, pois Ele disse que seu Reino não é deste mundo; verberar o
indescritível, encaxapar Jesus e decretar aos homens como deveriam
estudar Deus. E, em nome da “Reforma Teológica Protestante”, os
eruditos protestantes “canonizaram” o surto de João: “Mestre, vimos um
que expulsava demônios em teu nome, e lho proibimos, porque não te
segue Conosco” (Lc 9:49). João, representando todos que os que hoje
sofrem com “surto de grandeza importancial” chegou a proibir o que não
andava “conosco”. Essa é a pior desgraça que existe hoje, a “confraria
religiosa” do “Conosco”. Se não andar “conosco” não tem salvação. Se
não aceitar a submissão impositiva não pode permanecer “conosco”. Se
não estudar a nossa “teologia” não pode pastorear “conosco”.
O “conosco” é mais importante de que Jesus. O “conosco” toma decisões
sem ao menos consultar a Jesus. O “conosco” tentar dogmatizar e
canalizar a si o “indogmatizável”. O “conosco” cria “verdades”
estranhas até mesmo para a Verdade. O “conosco” cria regras e
preceitos que aquele que não cumprir será taxado de herege. Com isso,
o “conosco” se torna, em seu surto, o ente representante da
Celestialidade na Terra. O que o “conosco” não esperava era a severa
repreensão da Verdade: “E Jesus lhe respondeu: Não o proibais, pois
quem não é contra nós e por nós”. E, com essas palavras, Jesus acaba
com o sonho de exclusividade do “conosco”. Como isso nunca foi
assimilado pelo Protestantismo (conosco), pois arroga a si a
detentoria das “verdades” eternas de Deus tal qual os judeus, eles,
ainda hoje, vivem a delirar em seus devaneios exclusivistas, surtados,
literalmente. Por isso nunca aceitam salvação fora das “santas”
igrejas protestantes, apelidadas por João de “Conosco”.
O “conosco” não sabe, ou fingi não saber, que Jesus não veio a este
mundo para ser exegetizado, hermeneutizado, apologetizado ou
homiletizado. Jesus veio para a este mundo para reconciliar com o Pai
os seres humanos, ser aceito, confessado, vivido e discernido a partir
de observações feitas de seu modo de tratar, andar, comer, beber,
entrar, sair, dialogar, repreender, olhar, sentir e se portar diante
das várias situações que a vida nos impõe. “Quem me vê a mim, vê o
Pai” disse a Verdade. Quem faz isso não precisará se teologizar com o
“conosco”, pois os que interiorizam isso jamais serão exegetas,
apologetas, hermeneutas ou recorrerão a homilética, pois todos, todos
mesmo que assim fizerem serão apenas CRISTÃOS, verdadeiros discípulos
de Jesus, o que irritará profundamente o “conosco”, os da boa
“oratória”, da “exegese” e dos “guardiões dos oráculos e verdades de
Cristo”, pois isto vai à contramão de tudo o que o “conosco” ensina.
Por isso que eu e muitos outros que já entenderam assim escandalizamos
o “conosco”.
A Reforma protestante para mim apenas criou um “mutante” do
catolicismo romano, pois estes são tão iguais, tão parecidos que
apenas o que os diferem são o culto a Maria e aos santos. Quanto à
hierarquia, submissão, respeito às tradições, juramentos de
fidelidade, mentiras, falcatruas, perversão, detentoria da verdade,
prostituição espiritual, moral, político e muitos outros quesitos que
não foram citados, protestantes e católicos andam de mãos dadas.
A única Reforma que eu acredito é a “Reforma da Consciência”, onde o
ser humano crê em seu coração e confessa com sua boca que Jesus Cristo
é o Senhor e, partir disso, ele começa um processo de aprendizado e
adequação de vida a partir dos exemplos de Jesus descritos na Palavra
penas, não em dogmas, teologias e regras “santificadoras” que as
religiões criaram para ajudar a Deus. Tendo sempre em mente que nós já
fomos reconciliados com Deus em Cristo, fazendo de nós seres livres,
(apenas abalizados pela consciência em Cristo) um ente da
celestialidade, um ser que vai buscar em Cristo apenas os exemplos a
serem seguidos. Nessa Reforma sim, eu creio e louvo a Deus sempre que
a vejo.
Viva a Reforma da Consciência! Viva a Liberdade em Cristo! Viva a
Reconciliação de Deus em Jesus!
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
![[Seja um mantenedor]](http://www.caiofabio.com/newsletter/banner_cadvvtv.jpg)




0 comentários:
Postar um comentário