VÍDEOS VIMEO


Segunda-feira, Novembro 30, 2009

CORRERIA

A correria diária, a corrida contra o tempo, as agendas semanais e as contas, as metas, aquilo que ambicionamos e os compromissos financeiros nos fazem dispensar todas as nossas energias nas coisas práticas, naquilo que é palpável.


Nossa vida espiritual que é invisível e que por isso pode esperar, ficou reduzida ao último plano. E continuamos correndo e correndo, até chegar o dia em que Deus nos fará parar de correr.
Corremos até mesmo para esquecer que este dia chegará, este dia em que todos nós pararemos para prestar atenção no invisível, este dia onde o coração dentro do peito já não pulsará, o sangue que corre em nossas veias também descansará e nossas ambições conosco morrerão.


Tantas lutas, tantos esforços, tantas ambições, tantas metas, tantos planos, tudo isso passará. E lá do outro lado da vida, o nosso tesouro já não será o que conseguimos acumular fora de nós, mas o que guardamos dentro, na memória e no coração.
O bom perfume já não será o Francês, mas nossas boas obras, nossa caridade, nossa dedicação, nosso amor ao próximo e a Deus, pois quem não ama o próximo a quem vê não pode amar a Deus a quem não vê.


Em nossa poupança celestial poderemos sacar o saldo do tempo gasto com os doentes, com os aflitos, com os pobres, com os nossos filhos, com nossos irmãos, nossos cônjuges. Isso se tivermos feito com amor e não como investimento em nosso futuro, pois o amor não se porta desta maneira, que nossa mão esquerda não saiba o que faz a direita.
Distimia, TPM, ou mau-humor crônico é a desculpa da atualidade, homens e mulheres mal-humorados são tidos como doentes e não como pecadores incontritos. Ninguém confessa que vive como um vampiro, sugando a vida, sorvendo a esperança do próximo, maltratando os outros e a si mesmo.


Somos TODOS muito bons aos nossos próprios olhos. Nosso julgamento é complacente conosco e intransigente com os outros. Vemo-nos com lentes cor de rosa, como se no mundo todo somente nós fôssemos os corretos, os bonzinhos, os caras de Deus.




E nos julgamos tão indispensáveis, tão maravilhosos que às vezes nos pegamos a pensar: “Mas e se eu morrer? Como ficará isso ou aquilo? E minha família, meus filhos e netos?”


A verdade é que TUDO ficará bem e isso mesmo além de você e de mim, a pequena fração de tempo neste espaço geográfico e histórico que vivemos é tão insignificante que se pensássemos só um pouquinho nos deprimiríamos ao ver a nossa pequenez.


Mas como nos acostumamos a GRANDES coisas, a importâncias e a cargos, a carreiras e a religiões e ritos, nos achamos alguma coisa indispensável.


É por isso que quando acontece de a vida nos escancarar em outdoor luminoso que NÃO somos indispensáveis, deprimimos, choramos e nos angustiamos.


Saiba que O Único ser indispensável é Deus, Ele sim é absoluto e indispensável e apesar disso, a maioria de nós vive como se Deus não existisse, vive divorciado dEle e isso mesmo quando se dizem cristãos.


Passam anos sem a consciência constante da presença, do amor, da soberania de Deus em TUDO. Distraem-se fazendo planos, ambicionando coisas, acumulando trecos, embelezando catacumbas que passarão.


Olha, o único investimento que não é mentira do diabo é o investimento no Reino de Deus que está dentro de vós. Caminhe, ande e cresça, seja um gigante da fé, pois sem fé é impossível agradar a Deus.


Cláudio






DRAMA SEM FIM

gente boa de Deus, gostaria de pedir orações para este mano da igreja quadrangular, ele é uma bênção, o cara é fora de série,
um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo, não murmura, não culpa Deus, não é amargo, mas louva, agradece e ama a Deus de fato.
Segue abaixo:
Cláudio

Local
Domingo, 29 de novembro de 2009

Ricardo tem 32 anos, lê e usa a internet. Mora há cinco anos no CTI da Santa Casa
Tiago Brandão/Comércio da Franca
CARINHO DE MÃE - Todos os dias, há quase cinco anos, Euclesina Santos, vai ao CTI da Santa Casa para ver o filho
CARINHO DE MÃE - Todos os dias, há quase cinco anos, Euclesina Santos, vai ao CTI da Santa Casa para ver o filho
Edson Arantes
da Redação

O jovem Ricardo Alberto Aidar, 32, está internado no CTI da Santa Casa há quase cinco anos. Ele é portador da Distrofia Muscular de Duchenne, uma doença hereditária rara e sem cura que aos poucos limita a ação dos músculos da pessoa até levá-la à morte. Ricardo já perdeu quase todos os movimentos do corpo e vive preso à uma cama. Não fala e respira com a ajuda de um aparelho. Tem a consciência perfeita e sabe tudo o que acontece à sua volta. Seu sonho é voltar para casa. A família não tem condições financeiras para comprar os equipamentos necessários e entrou, sem êxito, na Justiça para obter ajuda do Estado. Mantê-lo no hospital custa mais caro.

Ricardo nasceu perfeito e começou a apresentar os primeiros sintomas da doença aos sete anos. “Notei que ele andava nas pontas dos pés e caia muito. Subia as escadas com dificuldades. Quando completou 14 anos, parou de andar. Aos poucos, a doença foi afetando seus músculos cada vez mais”, contou Euclesina Aparecida dos Santos, 49, mãe do rapaz.

Aos 22 anos, Ricardo teve o pulmão afetado e passou a usar um respirador de pequeno porte a maior parte do dia. Internações esporádicas se tornaram comuns. No dia 13 de março de 2005, a doença se agravou de vez. Ele foi levado para o CTI e nunca mais saiu. Passou por uma traqueostomia e depende um aparelho de grande porte para respirar e, consequentemente, viver.

A mãe de Ricardo tem visita liberada no CTI e entra quando quiser. Nestes quatro anos e oito meses que o filho está morando no hospital, não deixou de vê-lo um dia sequer. “A vontade dele e minha é ir embora para casa”.

Uma junta multidisciplinar da Santa Casa se reuniu para avaliar o caso e concluiu que é plenamente aplicável, sem quaisquer prejuízos para o paciente, a transferência para ambiente domiciliar. “A permanência do paciente no CTI contraria todas as diretrizes e normas técnicas do Ministério da Saúde, da Organização Mundial de Saúde e normas sanitárias, expondo o paciente desnecessariamente a riscos reais de contrair infecções hospitalares”, diz parte do parecer assinado por seis profissionais.

Para que possa sair do CTI, Ricardo precisa de um respirador - que custa de R$ 40 mil a R$ 60 mil. A casa da mãe também teria de passar por uma reforma. “Já entrei na Justiça para ver se o Estado me dá a máquina, mas perdi. Parei de viver para poder dar atenção a ele. É um sofrimento muito grande ver um filho nesta situação. Tudo o que quero é que ela tenha um fim de vida com mais dignidade”.

O governo federal, por meio do SUS, paga R$ 508,63 por dia à Santa Casa pelo leito de CTI ocupado por Ricardo. “Considerando-se o valor pago atualmente, só o dinheiro gasto este ano já daria para comprar uns quatro respiradores e pagar a reforma”, afirmou o médico Edson Teixeira Abreu.

Apoio


  • Ricardo já leu 30 livros no hospital





  • Quarta-feira, Novembro 25, 2009

    UMA RESPOSTA À CARTA CONVOCATÓRIA DO PASTOR ELI FERNANDES... Acerca dos Muçulmanos!...

















    Recebi o texto que segue, escrito pelo pastor Eli Fernandes, meu amigo de muitos anos. Li com atenção o que ele escreveu, e, com todo carinho, gostaria de emitir minha opinião ao final do texto dele.
    Caio
    ____________________________________
    Muçulmanos? Outra vez não!

    Pr. Eli Fernandes de Oliveira

    Estive, dias atrás, na Turquia, acompanhado  do Pr Walmir Vargas, Ministro de Educação Cristã da LIBER. Em Istambul, unimo-nos a uma caravana de 45 membros da Igreja Palavra Viva, liderada por seu pastor e meu querido amigo, Lamartine Posella,  conhecido líder evangélico no Brasil. Visitamos as cidades das sete igrejas do Apocalipse, depois do que voltamos para o Brasil em vôo da Turkiesh Airlines, Istambul/São Paulo, com escala em Dakar, capital do Senegal. Assentou-se ao meu lado um jovem universitário senegalês, muçulmano, El Hadí, com 26 anos, muito educado. Orei ao Senhor e, percebendo que ele falava também inglês, abordei-o acerca de Jesus.  El Hadí ouviu-me atentamente, também formulou algumas perguntas interessantes, e até aceitou orar comigo, erguendo suas mãos como eu, repetindo as palavras à medida em que eu orava. Pedi que Jesus Cristo entrasse no seu coração e o ajudasse em sua compreensão espiritual.
    Qual não foi minha surpresa quando um homem barbudo, de sorriso estranho, maldoso, com veste e turbante brancos, veio à nossa poltrona,  dizendo que  ouvira nossa conversa.  Dirigindo-se ao jovem senegalês, perguntou-lhe: "Por que você, muçulmano, está ouvindo as palavras desse cristão que o quer converter? Você é quem deveria lhe falar de Maomé". Aquele lugar foi tomado de uma forte opressão. A cada palavra que eu ministrava sobre Jesus, o único  Senhor e Salvador, aquele homem desprezava-O, ressaltando o nome de Maomé, sempre em tom arrogante e agressivo. Quando lhe perguntei se desceria  no Senegal, disse-me que estava indo para São Paulo. Mostrou-me umas anotações, nas quais estava escrito: Santo Amaro, de 9 a 11. Ainda falou-me o que aconteceria no bairro de Santo Amaro: um encontro de líderes muçulmanos, para planejar a conversão da América do Sul para o islamismo. "O Brasil será de Maomé em breve, a Europa também logo será muçulmana".  "O cristianismo está para se acabar e o mundo será islâmico". E repetiu: "Maomé é o Profeta de Deus! Noé, Abraão, Moisés e Jesus foram profetas, mas Maomé é o maior, o último e o mais importante".
    Enquanto o enfrentava, os evangélicos no avião davam-me cobertura espiritual, percebendo a luta e orando com fervor. Deus concedeu-me, por seu poder, a firmeza e  a autoridade espiritual para encarar aquele homem desdenhador de Jesus Cristo. Após reafirmar-lhe que, um dia,  diante de Jesus. “Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor, para a Glória de Deus Pai" e de assegurar que Jesus "é o único caminho, verdade e vida,  e que ninguém vai ao Pai, senão por Ele", encerrei aquela tensa conversa, ordenando-lhe que  se afastasse. Aquele homem retirou-se, diante da autoridade com que Deus me investira para o enfrentamento firme,  e por minha inabalável convicção acerca de Jesus.
    Em conversa com meu amigo e colega Lamartine, e em espírito de oração, resolvemos que, ao chegar a São Paulo, quando fôssemos retirar nossas bagagens,  abordaríamos aquele líder muçulmano, declarando-lhe que o Brasil é de Jesus Cristo! E que Deus fecharia as portas para a ação evangelizadora muçulmana em nosso país.
    Ontem, dia 06, tive a oportunidade de pregar na PIB de São Paulo, pela manhã, na reunião dos pastores das igrejas batistas do centro, na qual também estavam presentes 4 obreiros da Missão junto aos árabes. Ali tomei conhecimento da magnitude desse encontro Islâmico com a presença significativa de líderes de diversos países.  O quadro ficou completo: Entendi que Deus nos permitiu o enfrentamento do líder muçulmano, fanático, naquele vôo, a fim de que nós cristãos obtivéssemos, dele mesmo, as informações do que planejam: discutir estratégias de forma a, segundo ele, converter o Brasil e o mundo à fé islâmica. Não fosse assim, dificilmente saberíamos tanto, com tanta antecipação.
    Mas,  agora, o que fazer? O que Deus quer de nós? Sei que não é oportuno o simples uso de chavões inconseqüentes, corriqueiros. Volto às circunstâncias em que se deu aquele episódio: A ira do kwaitiano ao me ouvir evangelizando um muçulmano senegalês durante o vôo de regresso ao Brasil.  A Bíblia  dá-nos conta de que  os crentes daquelas  sete igrejas da Ásia Menor, de onde estávamos vindo, se descuidaram, um dia, do padrão do Senhor,  não deram ouvido às advertências a elas dirigidas pelo Cristo ressurreto, e foram derrotados, banidas totalmente! E hoje, 99% dos moradores daquele país, a Turquia, são muçulmanos! Deu para entender?  Lá fomos derrotados mesmo!
    À vista destes acontecimentos, quero conclamá-los a que nos unamos, neste momento, em fervorosas orações. Apelo-lhes a que reconheçam as razões pelas quais o cristianismo foi derrotado nas 7 igrejas.  Arrependamo-nos e voltemos a uma vida de santidade e de compromisso única e absolutamente com Jesus, com as Escrituras e com Sua Igreja, para que a derrota não se repita mais!  O recado do Apocalipse continua sendo o mesmo para nós, hoje: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas"!
    Ora, fomos derrotados quando perdemos o primeiro amor (Ap 2.4); quando não fomos fieis até a morte (Ap 2.10); quando permitimos heresias em nosso meio (Ap 2.14,15); quando deixamos de ser como Jesus (Ap.2.20); quando matamos nossa vida espiritual (Ap. 3.1); quando não retivemos as bênçãos recebidas (Ap. 3.11); quando nos permitimos permanecer sob o jugo de dois senhores (Ap.3.15,16).
    O jovem senegalês desceu em Dakar, deixando-me seus contatos e pedindo que eu não me esquecesse dele, inclusive convidando-me a visitar o Senegal, hospedando-me em sua casa.
    O fanático e agressivo Kuaitiano está agora aqui em São Paulo, ultimando os preparativos para a sua ofensiva religiosa, juntamente com outros líderes, para converter o Brasil e a América do Sul a Maomé.
    Lá, na Turquia, terra do apóstolo Paulo e onde ele foi pastor em Éfeso por cerca de dois anos e meio, onde João também exerceu profícuo pastorado - é repetido constantemente pelos guias turísticos que quando João chegou em Filadélfia a cidade inteira se converteu - , onde também Policarpo foi pastor na Igreja de Esmirna, no segundo século. Sim, lá na Turquia mataram nossos profetas, homens de Deus, e nos expulsaram violentamente daquele País. Após a "tomada" de Constantinopla pelos turcos, o País inteiro se "converteu" sob imposição ao Islamismo, e os cristãos se retiraram cabisbaixos, derrotados. Será que vamos permitir que quadros semelhantes venham se repetir, e agora em nossa amada terra e Continente? Em nome de Jesus, outra vez NÃO!  Para que sejamos vitoriosos contra estas investidas devemos pagar o preço, conforme está dito em II Crônicas7.14:
    "SE MEU POVO QUE SE CHAMA PELO MEU NOME ORAR, BUSCAR A MINHA FACE E SE CONVERTER DE SEUS MAUS CAMINHOS, ENTÃO EU OUVIREI DOS CÉUS, PERDOAREI OS SEUS PECADOS E SARAREI A SUA TERRA!"
    Coloquemo-nos, pois, de joelhos, jejuemos, oremos a nosso Deus e Ele nos ouvirá, certamente. E o Brasil será de Jesus, até Sua volta! Esse é tempo de oração, de luta espiritual! Estejamos em oração nestes dias!
    Ore e divulgue essa matéria àqueles que fazem parte de seus grupos de e-mails de intercessão. Vençamos através da, para a glória de Deus e para o feliz estabelecimento do Seu Reino que é de paz, perdão e vida eterna, na pessoa de Seu Filho Jesus Cristo, único e suficiente Salvador! Amem!
    Pr. Eli Fernandes de Oliveira
    IB da Liberdade - São Paulo
    Presidente da CBESP
    ________________________________________________________

    Comentário:

    Querido amigo Eli: Graça e Paz!

    Li seu texto conclamatório com todo carinho. Acerca dele tenho alguns simples comentários a fazer, e espero que você não os tome de modo negativo.
    O problema não é o Islamismo e nunca foi...
    Você acha que Jesus ficaria preocupado com o Islamismo?...
    Sim, o Jesus que disse que as portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja terá medo do Islã?...
    Se nós fossemos gente como Paulo, João, Policarpo e outros [...] — não teríamos medo de invasões bárbaras ou islâmicas, pois, no espírito do que seja Igreja, não Cristianismo, quando mais invadidos formos, mas próximos ficam os que têm de ser alcançados.
    Sua preocupação é religiosa, e tem a ver com o Cristianismo, que é uma Potestade Religiosa e Política semelhante ao Islã, por exemplo; porém, com o agravante de ser “executado” como missão de Jesus na Terra.
    Quem é de Jesus e está cheio do Espírito Santo e do espírito do Evangelho, vê os planos islâmicos de invasão do Brasil, e diz “Oba! Eles mesmos estão vindo!...”.
    Sim, pois entrar lá está cada vez mais difícil, a menos que se vá como gente/apenas, e não como “missionário”...
    A melhor coisa que pode acontecer à verdadeira Igreja é ver a sua densidade geográfica invadida pelo opositor, pois, se não se pode ir onde eles estão [...], então, que se aprenda a servi-los em amor, como Jesus mandou, aqui mesmo; o que torna tudo muito mais fácil.
    A questão é que a mentalidade do “Cristianismo” é a mentalidade mundana do poder, do controle e das definições geopolíticas de soberania religiosa...
    Ora, para quem pensa e sente assim os tempos atuais devem ser desesperadores mesmo, posto que de fato o poder do “Cristianismo” no mundo esteja se esvaindo...
    Todavia, para quem não desaprendeu a ver a vida com os olhos de Jesus, tal movimento não significa nada além de que os que hoje são os impenetráveis, sim, eles mesmos estão tentando nos penetrar... Sim, sendo isto mesmo, e sendo nós de fato gente do amor no Evangelho, tomados de intrépida mansidão, cheios do Espírito Santo e de bondade [...] — então, sinceramente, o que vejo é que o Espírito de Deus está trazendo os Impermeáveis para dentro de um ambiente que, tendo gente de Deus nele, torna o trabalho de alcançar tais pessoas algo infinitamente mais simples.
    O problema é que quem é do “Cristianismo” sabe que vive o ocaso de uma Era... E, assim, esquecendo que não há promessas de Jesus para o “Cristianismo”, mas tão somente para o que seja Igreja segundo Ele mesmo, por tal esquecimento cai em depressão defensiva...
    As orações devem acontecer, mas não pedindo que os mulçumanos não venham... [...]; mas ao contrário: pedindo que nós nos convertamos ao Evangelho da Graça de Deus, segundo Jesus, e apenas segundo Jesus, antes que Maomé chegue; pois, saiba: faz vinte anos que venho dizendo que quando os islâmicos chegassem aqui [...], e encontrassem o islamismo tácito que já existe, por exemplo, nas favelas do Rio; e mais: encontrando também o xiitismo que sub-jaz na religiosidade “evangélica” [...] — não se deveria ter dúvidas de que grande seria a deserção cristã e o caos...   
    Se a ênfase for a que o irmão propôs, os males serão os seguintes:
    1.    Estabelecer-se-á o mesmo espírito de defesa de geografias de poder que moveu as Cruzadas cristãs contra os Islâmicos; e que foi um fiasco absoluto, tanto na proposta quanto no resultado; e de cujos frutos de veneno o choque civilizatório entre “ocidentais cristãos” e “islâmicos” se alimenta até ao dia de hoje;
    2.    Estabelecer-se-á o espírito anti-Jesus de “territorialidade”, o qual não existe Nele e nem no Seu ensino, em lugar nenhum do Novo Testamento, mas que superabunda no “Cristianismo Constantiniano”;
    3.    Criar-se-á um espírito anti-Jesus de intolerância, quando o chamado de Jesus é para amar e acolher até o inimigo;
    4.    Transferir-se-á o problema de quem não somos [discípulos de Jesus é que não temos sido!...] para os islâmicos; quando, de fato, todo esse “medo e pânico” apenas decorrem da realidade que, lá no fundo, você e todos os evangélicos e cristãos ligados ao espírito territorial do Cristianismo, sabem que nós não temos verdade de vida, segundo Jesus e de acordo com o Evangelho, para lidarmos com tais invasões sem o medo da perda de poder;
    5.    Atiçar-se-á o ódio e não o amor; se instilará o medo e não a ousadia no amor; se criará a mentalidade defensiva da “igreja” e não se estimulará a coragem certeira e segura da Igreja, ante cuja realidade as portas do Inferno não prevalecerão jamais;
    6.    Desviar-se-á, portanto, o centro do problema para outro eixo [...], sem que se veja que o único problema é a nossa falta de conversão verdadeira ao Evangelho; posto que no Evangelho não haja o espírito de medo que existe em sua carta; mas o oposto disso: que é a alegria de saber que se os crentes nunca foram a Maomé, Maomé está vindo aos crentes... A menos que não haja crentes!... Ainda há?...
     Se “as igrejas” se converterem ao Evangelho de Jesus e deixarem as palhaçadas diabólicas, então, tal “vinda islâmica” será apenas uma boa nova para eles... E para os verdadeiros discípulos de Jesus será apenas uma facilitação escatológica do mandamento da Evangelização do mundo.
    Entretanto, para quem pensa com as categorias da religião e do Cristianismo, de fato tal vinda é ameaça e possibilidade de perda de poder.
    A questão é: Você acha que Jesus está preocupado com a perda de poder do Cristianismo?... Sim, você que está vindo das Sete Igrejas do Apocalipse [...] não discerniu que o próprio Jesus profetiza o Apocalipse das Igrejas?...
    Sinceramente, minha oração é pela conversão das “igrejas” no Brasil, pois, a Igreja de Deus no Brasil está preparada para qualquer coisa, mas as “igrejas” não dão conta nem de si mesmas...
    Para quem vive das “igrejas” e para as “igrejas” [...] a decisão islâmica de tomar o Brasil é uma ameaça. Mas para quem está cheio do Evangelho e é Igreja de Deus, tal fato apenas facilita a missão; afinal, eles estão vindo até nós... Temos nós medo deles?...
    Meu querido irmão Eli, eu teria muito a dizer sobre isto, mas creio ter deixado claro o que penso e sinto; e mais: que, para mim, tal vinda islâmica pode ser pura bondade de Deus por eles, a menos que nesta terra não haja sal nem luz de Jesus para eles... Há?...

    Nele, que nos mandou ir a todo mundo, e que nunca teve medo que o mundo viesse até Ele; afinal, Ele morreu e ressuscitou por brasileiros evangélicos enganados tanto quanto por islâmicos sem luz,

    Caio
    7 de novembro de 2009
    Lago Norte
    Brasília
    DF
    Se lhe for interessante, sugiro mais alguns links do meu site:

    Segunda-feira, Novembro 23, 2009

    REENCARNAÇÃO


    Lá na Estação do Caminho da Graça em Franca/SP temos um “caminhante” que é pai de santo. Ele é meu amigo desde a adolescência e é um cara muito doido. Faz muitas caridades, porém crendo que “fora da caridade não há salvação”, sendo assim sua caridade não vale nada, pois é interesseira, visa lucro, é investimento nele mesmo.


    Se acha muito inteligente, mas reencarnacionista até o último fio de cabelo, conhece muito bem todos os textos bíblicos, pois ficou evangélico durante 8 anos e depois voltou para macumba dizendo que se converteu, porém “o treco” não funciona.


    Ultimamente eu tenho pegado no pé dele para fazê-lo descer do muro, digo pra ele que não pode misturar água com óleo, que o Gezuis que ele construiu, que conforme ele diz é um cara do bem, um espírito evoluído do qual existem milhares MAIS evoluídos que ele, é um frankentein criado no laboratório do inferno que o aguarda depois da morte.


    Mas ele não arreda o pé, continua praticando as macumbas, atendendo, fazendo despachos e todos os domingos se reúne conosco na Estação do Caminho.


    Acontece algo engraçado, pois a esquizofrenia é evidente, aos domingos se comporta como caminhante, fala como nós, argumenta como nós, diz coisas sábias de acordo com o Espírito do Evangelho e durante a semana, nas terças, quartas e sextas-feiras exerce o sacerdócio na macumba.


    Esses dias eu estressei com ele e disse que ele é um perfeito evangélico ou um judaizante. Ele apenas me respondeu que não crê que a vida de Jesus Cristo está registrada nos Evangelhos como realmente foi.

    Imaginem o pau que deu gente! Eu realmente o fiz se posicionar, declarar claramente em qual Gezuis ele crê e até agora é na hidra de mil faces criada por ele.


    Argumentei que não existem evidências históricas da existência de Jesus Cristo fora dos Evangelhos, e que se o relato bíblico não é fato, então Jesus Cristo é lenda.


    Agora mesmo ele começou a argumentar comigo sobre a reencarnação ser indispensável para resolver o problema das injustiças da vida.


    Eu estava na paz, extremamente calmo e consegui argumentar com ele sem usar o Evangelho, apenas estuprando a lógica ridícula que os reencarnacionistas dizem ser o “ó do borogodó”, a grande descoberta para explicar os males do mundo.


    Disse-lhe algo do tipo:

    “O que eu acredito é que o pecado é o causador de tudo isso, é simples, pecado é tudo o que não está de acordo com a vontade de Deus revelada, então veja:

    “No princípio Deus criou a todos em pé de igualdade. Aí aqueles que eram mais fortes e ambiciosos dominavam os mais fracos, guerreavam com eles e ou os matavam e lhes roubavam os bens ou os escravizavam”.


    “Ninguém quer o “pão nosso de cada dia”, mas a padaria e se já tiver uma padaria, quererá duas, três, quatro...”


    “Então o pecado da ganância, do egoísmo, da corrupção é o culpado das diferenças sociais e não as vítimas do pecado, pois no sistema reencarnacionista a vítima passa a ser o culpado, o vilão da história e não o coitado que é vitimado pelo pecado da corrupção, da ganância e do egoísmo dos poderosos”.


    “Se alguém morre nos corredores dos hospitais públicos, não é porque esta pessoa fez alguma coisa na vida passada e agora está pagando por isso, mas porque a corrupção (o pecado) dos governos roubaram-lhe a chance de um atendimento digno, portanto o que morreu é vítima e não o vilão da história”.


    “Se todos os ricos e poderosos tivessem a dignidade de abandonar o egoísmo (o pecado), então estudariam quanto um pai de família teria de ganhar de acordo com a geografia do lugar para ter uma vida digna, como fez o Caio quanto presidente da VINDE, com todos os direitos que os patrões julgam que apenas eles têm.”.


    “Tudo teve seu início no pecado, na perversão dos valores, na inversão dos sentidos, na subversão das importâncias que adquirimos depois que nos afastamos de Deus. Pecado é literalmente “errar o alvo”.


    “Erramos o alvo quando deixamos nossos desejos desenfreados nos seduzir e aí nos afastamos do bem.”

    “Se examinarmos as origens das deficiências genéticas descobriremos porque um ser humano nasce saudável e outro doente, cego, surdo, paralítico.”


    “Se estudarmos os históricos familiares entenderemos porque uma família é pobre, outra miserável, outra rica e outra milionária e eu lhes garanto que não tem nada a ver com vidas passadas, mas com histórias de vidas familiares, com escolhas mal feitas ou bem feitas, com roubos, com subornos, com guerras, com o tipo de capacitação profissional escolhida, com o mercado de trabalho e o governo”.


    Gente! É tudo muito simples, tudo tão claro, tão explícito, cada caso é um caso específico, cada vida é uma vida única, especial, com histórias pessoais, com escolhas, com contextos, com conhecimentos e ignorâncias que os levam onde estão e levarão seus descendentes para algum lugar bom ou ruim e tudo também de acordo com as escolhas destes”.

    Eu escrevi no ano passado um texto de título “A doutrina do estupro”, se tiver oportunidade leia, está no blog, é muito ilustrativo.


    A única coisa que não podemos perder de vista é que:


    VÍTIMA É VÍTIMA! VÍTIMA NÃO É O VILÃO!


    Quando alguém sofre não são carmas, senão a vítima vira vilão e merece tudo o que está passando. E se é assim não devemos fazer nada, pois é o melhor pra ele, evoluirá e ficará curado.

    VILÃO É VILÃO! VILÃO NÃO É AGENTE DA JUSTIÇA DIVINA!


    A arrogância de superioridade reencarnacionista, faz com que a pessoa olhe para a vítima como se ela fosse o vilão da história, isso é muito doido, é a inversão de valores é a corrupção da lógica, do bom senso e da inteligência.


    Para terminar gostaria apenas de acrescentar que nenhum sistema reencarnacionista resiste ao Evangelho ou a Jesus Cristo e que essa ESTÓRIA de que a igreja católica, ou alguma potestade, ou quem quer que seja omitiu ou acrescentou algum texto ou versículos ou capítulos na bíblia é de uma ignorância que me deixa sem palavras.


    Esse tipo de argumento imbecil só prova que o sujeito nunca estudou, leu ou conversou com quem sabe como a bíblia foi agrupada, montada, construída, enciclopediada.


    Não tem o menor entendimento de manuscritologia e bibliologia, não distingue um texto tradicional de um texto crítico, não sabe o que é textus receptus, massorético, majoritário, nunca ouviu falar de papiros e pergaminhos e mesmo assim transforma sua ignorância em dogma para dizer sandices e se esconder da verdade.


    A bíblia diz o que ela diz, ensina o que ela ensina, assim como Jesus diz o que está dito, isto sem mentiras ou dogmas de auto-engano.


    “Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus” (João 9-1-3).


    ”aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27).

    Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!


    Cláudio Nunes Horá

    Quinta-feira, Novembro 19, 2009

    A CASA DO PAI



    O filho pródigo desejou ter nas suas mãos a herança. Queria o poder que o recurso financeiro lhe daria. Seu sonho de felicidade era usar esse poder longe do Pai.Escolheu viver,mas não na casa do Pai.
    E o Pai lhe deu. Atendeu o pedido do filho.Porque o Pai quer que os filhos desejem ficar na sua casas. Se alguém quer vir,venha, é o que Ele sempre diz.

    E o filho, entregue a sua própria disposição mental e autoengano do que era sua real necessidade, partiu. Foi embora buscar sua felicidade. Foi seguindo o coração enganoso que se deixa levar pelos sentidos do homem natural. Ele não precisava do Pai. Nem das provisões da casa do Pai. Saberia suprir a si próprio. Afinal,tinha o poder para isso nas mãos.

    A casa do Pai lhe era uma prisão pois ele não conhecia,em profundidade, o amor do Pai e suas despensas.
    Ele quer o poder sem o Pai por perto. Usufruir daquele poder longe do Pai. Não ao Pai. Sim ao poder.
    Mas a estupidez, que nos cega e nos leva para o buraco, tem que ser parada. A estupidez que nos faz amigos de porqueiros e suas provisões. Todas elas.

    Se não formos parados, nos perdemos nas nossas elucubrações e autojustificações.
     O filho, que se agregou a criadores de porcos, vivendo com os porcos e que preferiu isso à casa do Pai, só para quando é parado pela comida de porcos. Pelas companhias suínas que também já não o queriam por perto. Já não tem ele o poder que as interessava.

    Porém, a natureza que já conheceu – pelo menos um pouco – o Pai não se sacia com comida de porco. Sempre chegará a hora em que tentar encher a alma com comida de porco vai se mostrar sem resultado. Não saciará nem mais o autoengano.

    No entanto, o filho faz um belo cálculo matemático: lá,na casa do Pai, eu como.  Ignora o entendimento de que os porqueiros eram piores que o Pai. Resolve voltar pela barganha do que teria para comer. Nem se deu conta,não tomou consciência do lugar para onde o tão sonhado poder o levara. Esqueceu-se também do amor do Pai por ele. Poderia ser um empregado. Sim era isso. Faria mais uma proposta ao Pai, porque, afinal de contas, ele ainda tinha uma certa honra a bancar. Guardador de porcos, não; mas empregado do Pai daria para  bancar, com certeza.

    Amor do Pai. Provisões do Pai. Não. Seu coração não reconhecia mais isso.
    Não é a volta da consciência do grande amor do Pai. É a volta por um emprego.Por comida melhor que comida de porcos. Não quer ser filho.É a confissão de não conhecer a despensa do Pai.

    Ele não sabe que na casa do Pai é o lugar do conforto, do diálogo, da entrega, do descanso, da renúncia ao poder por se saber nas mãos do Pai. É o lugar da renúncia a toda justiça própria e da própria disposição mental do homem natural. É o lugar de se conhecer os aposentos íntimos do Pai e neles viver.

    O Pai, no entanto, é um louco.  Louco de amor. Morre de amor pelos filhos. Entrega até seu próprio Filho para que todos os outros filhos possam habitar na sua Casa. Pai sem noção do que é não oferecer amor de Graça. Todos os dias espera pela volta do filho.

    Tudo que o filho é cabe na casa do Pai. Toda pulsão, toda tensão, todo anseio de alma, toda carência, todo engano, ansiedade, dor, perplexidade,angústia,sonho,desejo.
    E como o  Pai não é homem de prazos,ele  só espera.
    E basta o lampejo da volta. Nesse primeiro momento, sem conhecer o Pai,mas pela pulsão de ter o pão do empregador, mesmo assim o Pai o recebe.

    O Pai se banca no seu amor pelo filho. Ele, esse louco de amor que se faz a si mesmo Servo,se humilha até morrer por esse amor ao filho recebe o filho com toda a provisão da casa.
    Até mesmo o próprio Pai se dá como provisão em Jesus. Tudo para que nenhum de nós nunca mais queira sair da casa do Pai.

    É entrar nos aposentos mais íntimos do Pai e conhecê-lo e se satisfazer Nele e gozar plenamente  na sua morada.
    Quero permanecer na casa do Pai. Por causa do Pai.

    16/11/09


    Terça-feira, Novembro 10, 2009

    Ele viveu entre nós

    Veja a entrevista deste padre neste link, é sensacional: http://www.youtube.com/watch?v=17XkZWn6yFI


    Ele viveu entre nós
    Frei Betto
    Salão do Sindicato dos Cozinheiros de Paris, início da década de 40. 0 presidente indaga quantos trabalhadores tem um mes de férias por ano. Uns tantos se levantam. Quem tem apenas uma semana de descanso. Uns poucos ficam de pé. Quem só obtém licença do patrão para descansar apenas no fim de semana. Outro punhado de pé. Quem nunca descansa? Um rapaz suíço, com pouco mais de um metro e meio de altura, levanta-se ao fundo. Era Alfredo Kunz, um militante cristão.
    Meses depois, Alfredinho, como era conhecido, foi mobilizado pelo Exército francês para lutar contra o avanço das tropas de Hitler. Aprisionado, passou a guerra num campo de concentração na Áustria, ao lado de prisioneiros soviéticos. Aprendeu russo para pregar o Evangelho a seus companheiros de infortúnio. Em 1945, logrou fugir do campo, onde morreram cerca de 40 mil pessoas. Estranhou a indiferença dos soldados nazistas que cruzavam com ele, um notório evadido, com uniforme azul e cabeça raspada. Naquele dia, a guerra terminara.
    Alfredinho tomou três decisões: tornar-se padre, trabalhar com os mais pobres entre os pobres e jamais vestir outra roupa que não reproduzisse o modelo do uniforme do campo, em memória de seus companheiros mortos.
    Ingressou na congregação dos Filhos da Caridade e, a convite de dom Antônio Fragoso, em 1968 veio para a Diocese de Crateús (CE). Perguntou ao bispo qual era a paróquia mais miserável da diocese. Dom Fragoso apontou Tauá, região de seca e flagelo. Alfredinho instalou-se na capela local. Desprovida de casa paroquial, ele dormia no colchão estendido junto ao altar e cozinhava num fogareiro.
    Certa noite, foi chamado para atender uma prostituta que, cancerosa, agonizava em seu barraco de taipa, na zona boêmia. Antonieta queria confessar-se. Padre Alfredinho disse a ela: "Somos nós que devemos pedir perdão a você. Perdão pelos pecados de uma sociedade que não Ihe ofereceu outra alternativa de vida. Como Jesus prometeu, Antonieta, você nos precederá no Reino de Deus. Interceda por nós."
    Após receber a absolvição e a unção dos enfermos, a mulher faleceu. Não havia dinheiro para o caixão. As prostitutas enrolaram a companheira num lençol e arrancaram a porta de madeira do barraco para levar o corpo a vala comum do cemitério. Ao retornar para colocar a porta no lugar, Alfredinho teve uma inspiração. Durante anos, o vigário de Tauá habitou aquele casebre em plena zona boêmia da cidade.
    Num tempo de seca, os flagelados invadiam as cidades do Ceará. Temerosos, muitos fechavam as portas. Alfredinho criou a campanha da Porta Aberta ao Faminto (PAF), cartaz que cerca de 2 mil fami1ias ostentaram em suas casas, acolhendo as vítimas do descaso do poder público.
    Fomos amigos e bebi de sua espiritualidade. Barbado, vestido com a roupa azul que lembrava um macacão, sandálias nos pés e mochila nas costas, o aspecto de Alfredinho não diferia do de um mendigo. Convidado a pregar o retiro dos franciscanos, em Campina Grande, chegou de madrugada e dormiu na escada da igreja do convento. Ao acordar, catou as moedas que encontrou em volta e bateu a porta. "Quero falar com o superior", disse ao porteiro. "O superior não pode atender. Está em retiro." Alfredinho tentou esclarecer: "Sim, eu sei, pois vim pregar oretiro." O porteiro já ia expulsá-lo quando Alfredinho foi reconhecido por um frade que passava.
    Testemunhei fato idêntico em Vitória, nos anos 70. A cozinheira interrompeu meu jantar com dom João Batista da Motta Albuquerque para comunicar: "Um mendigo insiste em falar com o senhor." O arcebispo reagiu: "Diga a ele que espere, minha filha. Vou atende-lo após o jantar." Era o padre Alfredinho, que viera pregar o retiro do clero local.
    Em 1988, Alfredinho mudou-se para a Favela Lamartine, em Santo André (SP). Passou a viver entre o povo da rua e a dedicar-se a confraria que fundou, a Irmandade do Servo Sofredor (Isso), hoje congregando pessoas consagradas aos mais pobres em dez Estados do Brasil e vários países. Sua trajetória espiritual entre os excluídos está narrada em seus livros, muitos traduzidos no exterior: A sombra do Nabucodonosor, A Ovelha de Urias, A Burrinha de Balaão, A Espada de Gedeão e O Cobrador.
    No domingo, 13 de agosto, Alfredinho transvivenciou, acolhido por Aquele que era o seu caso de Amor. Deixou como herança o testemunho de que uma Igreja afastada do pobre é uma Igreja de costas para Jesus..
    Frei Betto, escritor, é autor do romance sobre exclusão social Hotel Brasil (Ática), entre outros livros

    Sexta-feira, Novembro 06, 2009

    Viva a Reforma?

    por Ednelson Coelho

    Quanto menos teologizados são as pessoas, mais facilmente discernirão
    as verdades de Jesus. (Ednelson Coelho)

    Hoje é o dia da Reforma! Reforma? Que Reforma? A que começou com um
    homem pregando 95 teses na porta de um castelo? Sim, para os
    “protestantes” hoje é um dia de comemoração, alegria, cumprimentos,
    festa. Festa. Festejar o que? Comemorar o que? Porque Lutero
    “descobriu” que a salvação é pela fé?  Não Foi o Senhor que instituiu
    isso? Então porque se alegrar em Lutero? Mas Jesus não usou Lutero
    para disseminar tal Verdade? Claro! Lutero foi um homem escolhido de
    Deus para semear tal Verdade, mas... e hoje? Como está a “reforma”?
    Como andam as “igrejas protestantes”, “paridas” por Lutero? Mortas!
    Absolutamente falidas! Todas, sem exceção, todas as instituições
    protestantes estão contaminadas com doutrinas, regras, dogmas,
    preceitos e teologias inventadas pelos homens. Jesus está dizendo a
    elas: “Eu sei das tuas obras, que tens nome de que vives e estás
    morta”(Ap 3:2). Nenhuma escapa da “prostituição espiritual” que as
    corrompem como câncer, deixando-as de ver, seguir, discernir,
    analisar, compreender e imitar o Cabeça da verdadeira Igreja, Jesus.
    Suas lideranças estão vendidas em acordos políticos. Seus “sinédrios”
    julgam correto matar, roubar, mentir, fingir, acobertar, extorquir,
    falsificar, sonegar, evadir, manipular e acorrentar para manter a
    “Reforma” viva ante seus seguidores. Seus “sumos sacerdotes” se
    perpetuam no poder. Seus escribas e fariseus se digladiam em embates
    teológicos infindáveis, cada um defendendo suas “crendices” acerca de
    Alguém “inteologizável”. Entre eles há uma enorme “discordância
    teológica”, mas quando é para matar alguns que querem apenas seguir a
    pureza e simplicidade do Evangelho, se “unem”, maquinam e traçam
    planos para destruí-los. Foi assim com Jesus e será assim com quem
    quer viver somente olhando para Ele.

    Em nome da “Reforma” jogaram o “defunto” na mesa do “necrotério
    teológico”, o qual os “doutores da Lei” chamaram de “Jesus” e
    começaram a exumação. Escancararam suas “vísceras”, analisaram seu
    “crânio”, abriram seu “coração”, jogaram fora a Graça, pois, segundo
    eles, para nada servi e, depois de alguns anos nasceu a “Teologia
    Protestante”, a fim de se “contrapor” ao dogmatismo católico;
    “regralizar” Aquele que não segui as regras desta sociedade podre e
    corrompida, pois Ele disse que seu Reino não é deste mundo; verberar o
    indescritível, encaxapar Jesus e decretar aos homens como deveriam
    estudar Deus. E, em nome da “Reforma Teológica Protestante”, os
    eruditos protestantes “canonizaram” o surto de João: “Mestre, vimos um
    que expulsava demônios em teu nome, e lho proibimos, porque não te
    segue Conosco” (Lc 9:49). João, representando todos que os que hoje
    sofrem com “surto de grandeza importancial” chegou a proibir o que não
    andava “conosco”. Essa é a pior desgraça que existe hoje, a “confraria
    religiosa” do “Conosco”. Se não andar “conosco” não tem salvação. Se
    não aceitar a submissão impositiva não pode permanecer “conosco”. Se
    não estudar a nossa “teologia” não pode pastorear “conosco”.

    O “conosco” é mais importante de que Jesus. O “conosco” toma decisões
    sem ao menos consultar a Jesus. O “conosco” tentar dogmatizar e
    canalizar a si o “indogmatizável”. O “conosco” cria “verdades”
    estranhas até mesmo para a Verdade. O “conosco” cria regras e
    preceitos que aquele que não cumprir será taxado de herege. Com isso,
    o “conosco” se torna, em seu surto, o ente representante da
    Celestialidade na Terra. O que o “conosco” não esperava era a severa
    repreensão da Verdade: “E Jesus lhe respondeu: Não o proibais, pois
    quem não é contra nós e por nós”. E, com essas palavras, Jesus acaba
    com o sonho de exclusividade do “conosco”. Como isso nunca foi
    assimilado pelo Protestantismo (conosco), pois arroga a si a
    detentoria das “verdades” eternas de Deus tal qual os judeus, eles,
    ainda hoje, vivem a delirar em seus devaneios exclusivistas, surtados,
    literalmente. Por isso nunca aceitam salvação fora das “santas”
    igrejas protestantes, apelidadas por João de “Conosco”.

    O “conosco” não sabe, ou fingi não saber, que Jesus não veio a este
    mundo para ser exegetizado, hermeneutizado, apologetizado ou
    homiletizado. Jesus veio para a este mundo para reconciliar com o Pai
    os seres humanos, ser aceito, confessado, vivido e discernido a partir
    de observações feitas de seu modo de tratar, andar, comer, beber,
    entrar, sair, dialogar, repreender, olhar, sentir e se portar diante
    das várias situações que a vida nos impõe. “Quem me vê a mim, vê o
    Pai” disse a Verdade. Quem faz isso não precisará se teologizar com o
    “conosco”, pois os que interiorizam isso jamais serão exegetas,
    apologetas, hermeneutas ou recorrerão a homilética, pois todos, todos
    mesmo que assim fizerem serão apenas CRISTÃOS, verdadeiros discípulos
    de Jesus, o que irritará profundamente o “conosco”, os da boa
    “oratória”, da “exegese” e dos “guardiões dos oráculos e verdades de
    Cristo”, pois isto vai à contramão de tudo o que o “conosco” ensina.
    Por isso que eu e muitos outros que já entenderam assim escandalizamos
    o “conosco”.

    A Reforma protestante para mim apenas criou um “mutante” do
    catolicismo romano, pois estes são tão iguais, tão parecidos que
    apenas o que os diferem são o culto a Maria e aos santos. Quanto à
    hierarquia, submissão, respeito às tradições, juramentos de
    fidelidade, mentiras, falcatruas, perversão, detentoria da verdade,
    prostituição espiritual, moral, político e muitos outros quesitos que
    não foram citados, protestantes e católicos andam de mãos dadas.

    A única Reforma que eu acredito é a “Reforma da Consciência”, onde o
    ser humano crê em seu coração e confessa com sua boca que Jesus Cristo
    é o Senhor e, partir disso, ele começa um processo de aprendizado e
    adequação de vida a partir dos exemplos de Jesus descritos na Palavra
    penas, não em dogmas, teologias e regras “santificadoras” que as
    religiões criaram para ajudar a Deus. Tendo sempre em mente que nós já
    fomos reconciliados com Deus em Cristo, fazendo de nós seres livres,
    (apenas abalizados pela consciência em Cristo) um ente da
    celestialidade, um ser que vai buscar em Cristo apenas os exemplos a
    serem seguidos. Nessa Reforma sim, eu creio e louvo a Deus sempre que
    a vejo.

    Viva a Reforma da Consciência! Viva a Liberdade em Cristo! Viva a
    Reconciliação de Deus em Jesus!

    Quinta-feira, Novembro 05, 2009

    ADOLESCÊNCIA FORA DO TEMPO



    “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.” (I Co 13.11).

    É insuportável viver num mundo idiotizado pelos garotinhos adultos, estes que nos cercam com suas sandices e que assistimos através das telenovelas que são verdadeiros portais do limbo.

    A televisão conforme a conhecemos é uma janela aberta do inferno onde seus demônios saem e nos visitam em nossos lares. Estes diabos nos mostram mentiras em embalagens lindas.

    São adolescentes grávidas porque decidiram fazer uma produção independente, mas que não mostram como é difícil a educação, o sustento, a atenção, a renúncia, a convivência com um filho e especialmente quando não temos com quem repartir as responsabilidades de sua vida.

    São maridos e mulheres adúlteras que se justificam pela falta de atenção do cônjuge ou por uma paixão súbita.

    São velhos usados roubando a juventude de mulheres belas e jovens tão somente por estes serem milionários e isto justificar o absurdo de uma juventude perdida com alguém que já não tem vida para oferecer a quem quer que seja.

    São as eternas crianças acima de 50 anos procurando sugar a juventude, forma e beleza das mulheres jovens e desejáveis, ou são mulheres velhas e usadas tentando seduzir garotões jovens e ambiciosos.

    Este pacote de ambições, adultérios, casamentos desiguais, galanteios absurdos, seduções, mentiras, assassinatos e tramas diabólicas é tudo o que ocupa nossas salas durante as noites semanais. E depois ninguém sabe porque o mundo está essa merda, por que o aumento de adolescentes grávidas, por que o aumento de divórcios, por que não existem mais filhos obedientes, por que a criminalidade aumenta e por que somos assediados de todos os lados pelo inferno.

    Quando vemos características infantis em crianças achamos bonitinho, mas quando estas características permanecem em adultos só podemos dizer que são ridículos e patéticos.

    E é exatamente isso que assistimos, as perversões, a falta de cultura e educação e isso mesmo nos velhos. Muitas vezes senhoras, velhas, de mais de 55 anos furam filas, eu já fui prejudicado algumas vezes por essas ridículas crianças idosas.

    Pai cantando as amigas das filhas, tentando seduzir um broto, ou mesmo ser engraçado em meio às suas ridículas tentativas de sedução.

    As mães se dizendo moderninhas impedindo que os pais estabeleçam limites saudáveis para os filhos.

    Mulheres “arroz de festa” que não param em casa e que julgam que a vida deva ser uma festa, um baile de 15 anos.

    Enfim, exemplos dos mais diversos encontramos todos os dias, sejam na vida, sejam em telas da TV ou da internet.

    Por isso façamos o que o irmão Paulo nos indica no texto acima.

    Cláudio

    REFLEXÃO MARAVILHOSA

    COVIL DE SALTEADORES

    REV. CAIO FÁBIO FALA SOBRE SILAS MALACHEIA E MORTE CERULLO

    A VERDADE SOBRE OS DÍZIMOS

    MAIS UM LADRÃO ENTRA PARA A HISTÓRIA DA HUMANIDADE

    CRISTÃOS PRÓSPEROS

    É DOS SÁBIOS MUDAR DE OPINIÃO

    EU NOS VELHOS E BONS TEMPOS ONDE OS CRENTES ERAM APEDREJADOS NAS RUAS DO BRASIL