A correria diária, a corrida contra o tempo, as agendas semanais e as contas, as metas, aquilo que ambicionamos e os compromissos financeiros nos fazem dispensar todas as nossas energias nas coisas práticas, naquilo que é palpável.
Nossa vida espiritual que é invisível e que por isso pode esperar, ficou reduzida ao último plano. E continuamos correndo e correndo, até chegar o dia em que Deus nos fará parar de correr.
Corremos até mesmo para esquecer que este dia chegará, este dia em que todos nós pararemos para prestar atenção no invisível, este dia onde o coração dentro do peito já não pulsará, o sangue que corre em nossas veias também descansará e nossas ambições conosco morrerão.
Tantas lutas, tantos esforços, tantas ambições, tantas metas, tantos planos, tudo isso passará. E lá do outro lado da vida, o nosso tesouro já não será o que conseguimos acumular fora de nós, mas o que guardamos dentro, na memória e no coração.
O bom perfume já não será o Francês, mas nossas boas obras, nossa caridade, nossa dedicação, nosso amor ao próximo e a Deus, pois quem não ama o próximo a quem vê não pode amar a Deus a quem não vê.
Em nossa poupança celestial poderemos sacar o saldo do tempo gasto com os doentes, com os aflitos, com os pobres, com os nossos filhos, com nossos irmãos, nossos cônjuges. Isso se tivermos feito com amor e não como investimento em nosso futuro, pois o amor não se porta desta maneira, que nossa mão esquerda não saiba o que faz a direita.
Distimia, TPM, ou mau-humor crônico é a desculpa da atualidade, homens e mulheres mal-humorados são tidos como doentes e não como pecadores incontritos. Ninguém confessa que vive como um vampiro, sugando a vida, sorvendo a esperança do próximo, maltratando os outros e a si mesmo.
Somos TODOS muito bons aos nossos próprios olhos. Nosso julgamento é complacente conosco e intransigente com os outros. Vemo-nos com lentes cor de rosa, como se no mundo todo somente nós fôssemos os corretos, os bonzinhos, os caras de Deus.
E nos julgamos tão indispensáveis, tão maravilhosos que às vezes nos pegamos a pensar: “Mas e se eu morrer? Como ficará isso ou aquilo? E minha família, meus filhos e netos?”
A verdade é que TUDO ficará bem e isso mesmo além de você e de mim, a pequena fração de tempo neste espaço geográfico e histórico que vivemos é tão insignificante que se pensássemos só um pouquinho nos deprimiríamos ao ver a nossa pequenez.
Mas como nos acostumamos a GRANDES coisas, a importâncias e a cargos, a carreiras e a religiões e ritos, nos achamos alguma coisa indispensável.
É por isso que quando acontece de a vida nos escancarar em outdoor luminoso que NÃO somos indispensáveis, deprimimos, choramos e nos angustiamos.
Saiba que O Único ser indispensável é Deus, Ele sim é absoluto e indispensável e apesar disso, a maioria de nós vive como se Deus não existisse, vive divorciado dEle e isso mesmo quando se dizem cristãos.
Passam anos sem a consciência constante da presença, do amor, da soberania de Deus em TUDO. Distraem-se fazendo planos, ambicionando coisas, acumulando trecos, embelezando catacumbas que passarão.
Olha, o único investimento que não é mentira do diabo é o investimento no Reino de Deus que está dentro de vós. Caminhe, ande e cresça, seja um gigante da fé, pois sem fé é impossível agradar a Deus.
Cláudio


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